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15 de março de 2010

Como entender a Hóstia Consagrada...




"Só Deus pode ‘transubstanciar"




Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.
Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome “transubstanciação”), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; sua substância se converte na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.
Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.
Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.
É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d’Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.
O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.
Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo – , mas muitas “presenças” de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.
Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.
A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo; o pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e, para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.
Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.
Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.
Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor,cheiro, tamanho, etc.).

Tudo por amor a nós; Ele, o Rei do universo, se faz pequeno, humilde, indefeso… nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação…





Prof. Felipe Aquino






"A Alegria do Senhor é a nossa força !"

18 de janeiro de 2010

Catequese!


A Santa Missa


Jesus quis deixar para Igreja um sacramento que perpetuasse o sacrifício de sua morte na cruz. Por isso , antes de começar sua paixão , reunindo com seus apóstolos na ultima ceia , instituiu o sacramento da Eucaristia convertendo a o pão e o vinho no seu próprio corpo e deu de comer. ‘’Isto é o meu corpo que é dado por vós por todos ‘’(Luc 22,19) fez participar de seu sacerdócio os apóstolos e mandou-lhes que fizessem o mesmo em sua memória. Com isso instituiu seus apóstolos sacerdotes da nova aliança.

‘’Por eles a mim mesmo me santifico , para que sejam santificados na verdade’’(Jô 17,19). Somente os sacerdotes podem celebrar a Santa Missa, pois somente eles podem atuar personificando o Cristo, cabeça da Igreja.

A Santa Missa é ao mesmo tempo é inseparavelmente o memorial sacrifical no qual se perpetua o sacrifício da Cruz e o banquete sagrado da comunhão no corpo e no sangue do Senhor. Mas a celebração do Sacrifício Eucarístico está toda orientada para uma união intima dos fiéis com Cristo pela comunhão.Comungar é receber o próprio Cristo que se Deu por nos.
‘’ Em verdade, em verdade eu vos digo : Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o teu sangue, não tereis a vida em vós.’’ ( Jo6,53) insistentemente o Senhor nos convida a recebe-lo no sacramento da comunhão.

Devemos nos preparar para receber o Corpo e o Sangue do Senhor , por um exame de consciência , procurar receber o sacramento da reconciliação em caso de pecado grave. Observar o jejum prescrito pela Igreja que consiste em abster-se de tomar qualquer alimento ou bebida , pelo menos uma hora antes da Sagrada Comunhão, exceto água e remédios. Os doente e seus assistentes podem comungar mesmo tendo tomado algo na hora, imediatamente, anterior.

Alem de ser uma obrigação de assistir a Santa Missa aos domingos e nos dias festivos ao menos que esteja impedido por alguma grave causa é também um ato de amor que deve brotar naturalmente de cada cristão , como resposta agradecida frente ao imenso dom que significa que Deus se faça presente na Eucaristia
Recebe-lo diariamente restaura nossas forças como peregrinos neste mundo e os frutos desta comunhão é a nossa intimidade com Cristo , pois Ele mesmo disse: ‘’Quem come minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele’’(Jo6,56)
São reforçados os laços de amor entre o comungante e Cristo.
Toda vez que celebramos este mistério , opera-se a obra da nossa redenção e nós partimos um mesmo pão que é o remédio de imortalidade , antídoto para a vida eterna , mas vida eterna em Jesus Cristo( Sto Inácio de Antioquia)

27 de fevereiro de 2009

Jovens, vinde adorar Jesus!

"Mas vem a hora e já chegou em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, e são esse adoradores que Pai deseja." (Jo4,23)
Jovens, Deus procura uma juventude que o adore. Mas por que adorar a Deus?
O Catecismo da Igreja Católica nos ensina: ‘’ A adoração é a primeira atitude do homem que se reconhece criatura diante do Senhor.’’(CIC 2628)
Em um mundo onde nossos exemplos a serem seguidos são pessoas que contrariam todos os ensinamentos cristãos, é urgente que se levante um exercito de jovens que sigam a Jesus e o adorem!
E não pode haver maior alegria do que adorar Jesus no mistério da Eucaristia.
Por mais que nossa lógica, nossos olhos olhe para o Sacrário e não veja nada , nosso coração tem que acreditar que em cada sacrário, em cada Missa celebrada Deus se faz presente no meio de nós.
Adorar a Jesus Sacramentado é demonstrar toda nossa gratidão por tudo que ele fez e faz em nossas vidas.
Na carta aos Hebreus diz: ‘’Que todos os anjos te adorem’’(Hb1,6)
Se desejamos ir para o céu temos que começar a adorar Jesus que desce do céu no Santíssimo Sacramento.
A alegria que eu , você e a juventude de nosso mundo procura esta em Jesus Sacramentado.
Amados; através da adoração nosso coração terá uma intimidade maior com nosso Deus e todas as coisas passageiras que nosso coração de jovem deseja, será ocupado pelo amor de Jesus Sacramentado.
Que sejamos cada vez mais cheios do Espírito Santo, para nos levar a ter um maior amor pela Santa Missa.
Que toda vez que comungarmos o Corpo do Senhor, possamos dizer no fundo de nossa alma: "Ficai comigo Senhor!"
É hora de retornar ao sacrários, não podemos deixar Jesus sozinho.
Ele deseja nossa companhia. Se realmente queremos que a alegria do Senhor seja nossa força, devemos voltar nosso coração em adoração a Jesus Sacramentado.
Deus abençoe a todos! E reflitamos essa frase de São Padre Pio: "Ficai comigo Senhor, porque vossa presença me é necessária."

A alegria do Senhor é a nossa força!